Atriz Natalie Portman Recusa o Prêmio Genesis

Atriz Alega que Recusou ir a Israel por Razões Políticas

Atriz Natalie Portman Recusa o Prêmio Genesis
A atriz Natalie Portman, nasceu em 1981. Tem dupla cidadania, israelense e norte-americana.

A atriz havia sido indicada como ganhadora do prêmio Genesis em novembro do ano passado. O prêmio é oferecido a pessoas da comunidade judaica que tenham se destacado no mundo. E que além disso tenham obras de filantropia, bem como ligadas aos direitos humanos. Em suma, é como um Prêmio Nobel judaico. Esse prêmio oferece de cerca de um milhão de dólares ao vencedor que participa de uma cerimônia solene em Israel.

Eventos recentes envolvendo questões políticas do governo israelense em relação a palestinos seria o motivo. Segundo a Reuters Brasil, há um comunicado no site da atriz declarando que:

Eventos recentes em Israel foram extremamente perturbadores para ela, e ela não se sente à vontade para participar de qualquer evento público em Israel.

Eventos Investigados pela ONU Recentemente Podem ser Motivo

A Organização das Nações Unidas e a União Europeia recentemente solicitaram investigações sobre o uso de balas reais pelos militares israelenses. As investigações foram solicitadas após confrontos na faixa de Gaza. O incidente deixou vários mortos além de centenas de feridos, relata o Haaretz. Em uma entrevista, a atriz criticou abertamente as políticas de Benjamin Netanyahu dizendo:

Eu sou muito contra o Netanyahu, Eu estou muito, muito aborrecida e desapontada com o fato de ele ter sido reeleito.

Uso Excessivo de Força por Parte de Militares?

Um montante cada vez maior de pessoas da própria comunidade judaica passou a condenar o uso excessivo da força por militares israelenses na faixa de Gaza. Além disso, em 2017, outras grandes celebridades recusaram-se a viajar a Israel para fazer shows pelo mesmo motivo.

Em 2017 a cantora Lorde cancelou um show em Tel Aviv. Em outra ocasião a banda Radiohead também enfrentou pressões de fãs contra a realização de apresentações no país, de acordo com o THR News.  A atriz nascida em Jerusalém, mudou-se para os Estados Unidos aos 3 anos de idade.

Denúncias de Racismo

Em 2015 houve protestos por parte de israelenses etíopes que exigiam o fim da brutalidade policial e racismo contra minorias étnicas. Na época em pronunciamento à imprensa Netanyahu disse que as queixas revelaram uma “ferida aberta no coração da sociedade israelense”. Também há denúncias de que essas populações minoritárias enfrentem dificuldades de empregabilidade e moradia. É importante ressaltar que o Estado de Israel foi reconhecido pela ONU em 1948, como forma de resolução a perseguições raciais contra judeus.

Além disso, há relatos no Ocidente de racismo para impedir a assimilação entre judeus e árabes proibindo casamentos “mistos”. Também denúncias relativas ao impedimento da compra de moradias por grupos étnicos indesejados.

Outros protestos emergem contra uso de força militar em situações consideradas civilmente desnecessárias. Há relatos de abusos ligados à violação de direitos humanos fundamentais. Em suma, os direitos básicos que representam os mesmos princípios que comoveram a ONU a dar o voto em favor da criação do Estado de Israel.

Atitude Gerou Opiniões Divergentes

Em consequência houve um ataque de críticas à atitude da atriz. Em suma, os representantes políticos de Israel se manifestaram contra. Dizendo que as opiniões da atriz são quase antissemitas, de acordo com o jornal Haaretz. Fãs e comunidades nas mídias sociais questionaram se a atriz não estaria sendo influenciada pelo BDS. O BDS é um movimento de boicote a Israel por motivos políticos. A atriz nega qualquer tipo de relação com o movimento. Segundo ela, suas escolhas foram influenciadas por acontecimentos recentes no país. Os quais a deixaram profundamente perturbada. Além disso, ela também negou apoiar qualquer tipo de boicote ao Estado de Israel.

Uma Posição Cada Vez Mais Crescente Entre os Próprios Judeus?

Há inúmeros online relatos pessoais de jovens mulheres judias tentando se descobrir em um mundo ocidentalizado. Bem como de sensação de exílio, dentro e fora de Israel. Outros relatam o racismo e o machismo como partes cotidianas de suas vidas. Casamentos arranjados e dificuldades em sair de comunidades extremamente fechadas. As quais são algumas vezes comparadas aos guetos de separação. Resumidamente, eram bairros onde judeus ficavam confinados, separados do mundo exterior durante os primeiros anos do século XX. Quando o antissemitismo era muito presente nas populações europeias. Com a Segunda Guerra Mundial e o acontecimento do Holocausto, o Estado de Israel foi reconhecido pela ONU. Assim, um dos motivos seria uma forma de amenizar o problema do racismo no mundo.

Ao longo dos anos houve denúncias de uso excessivo de força por parte do Estado de Israel. Além de colonização, racismo e violação de direitos humanos. Uma parte da comunidade judaica, mesmo vivendo em seitas sectárias contrárias à assimilação, declara ser agora contra as políticas israelenses. A própria atriz declarou abertamente que:

Os maus tratos contra aqueles que sofrem atrocidades hoje é simplesmente incompatível com os meus valores judaicos. Porque eu me importo com Israel, eu tenho o dever de me opor à violência, corrupção, desigualdade e abuso de poder.

Além disso, outros judeus pertencentes a comunidades ultraortodoxas em Israel defendem a opinião de que tais atitudes fomentam o antissemitismo e a violência contra judeus no mundo.

 

 

 

 

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