Legal & General Vai Punir Empresas Que Agem Contra Sustentabilidade

Um dos maiores gestores de investimentos da Europa está se preparando para fazer as empresas que se comportam de forma insustentável passarem vergonha. E a nível internacional. A britânica Legal & General, responsável por mais de US $ 1,2 trilhão em ativos, anunciou que não vai mais financiar empresas com histórico ruim na questão da mudança climática.

A notícia veio da diretora de investimentos pessoais da Legal & General, Helena Morrissey. Ela declarou ainda que a multinacional vai “nomear e envergonhar” essas empresas na próxima semana.

Veja a declaração de Morrissey na conferência City Week realizada em Londres, na segunda-feira (23):

“Chega uma hora em que as conversas acabam. O dinheiro fala mais alto, como eles dizem”,

Trabalho conjunto

A diretora enfatiza que o setor financeiro precisa trabalhar unido. Segundo ela, isso pode impulsionar mudanças por meio de investimentos sustentáveis.

Morrissey explica que muitas pessoas não investem por não concordarem com práticas anti-climáticas. Por isso, ela acredita que os investimentos sustentáveis sejam uma solução.

“Trabalhamos com cerca de 90 das maiores empresas do mundo em seis setores cujas ações acreditamos que terão as maiores implicações para a mudança climática no futuro”.

Essa nova política será parte de uma campanha para melhorar o comportamento corporativo. Na semana passada, a Legal & General teve outra medida que pressiona as grandes empresas. A companhia disse que votaria contra qualquer empresa onde as mulheres representassem menos de 25% do conselho diretor.

“O risco de mudança climática é financeiro. Nos últimos seis anos, as empresas de carvão perderam 75% de seu valor”.

Morrissey citou o HSBC do Reino Unido como um bom exemplo. O grupo transferiu seu esquema de pensão para a Legal & General para garantir retornos enquanto cumpre as metas ambientais, sociais e de governança.

Outras iniciativas no mundo corporativo

Na semana passada, o Deutsche Bank publicou um importante relatório. Nele, constava que os investidores que usam critérios baseados nas metas ambientais, sociais e de governança superam aqueles que investem em empresas que não cumprem essas metas.

No início deste ano, um estudo do banco UBS descobriu que investidores que apoiam empresas com forte presença feminina nos níveis mais altos superam aqueles que não o fazem.

Também há o exemplo de Lord Blackwell, presidente do Lloyds Banking Group. Em conferência, o executivo disse que o Reino Unido não deve esquecer sua posição nas finanças globais ao negociar com a União Europeia.

“O principal objetivo do Reino Unido deve ser preservar sua competitividade global. Emesmo que isso signifique alguma perda de atividade na Europa a longo prazo”.

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